A História da Filosofia em Mais 40 Filmes


A História da Filosofia em Mais 40 Filmes

A História da Filosofia em mais 40 filmes é a segunda edição de um curso de filosofia e cinema cuja primeira edição, realizada entre maio de 2009 e fevereiro de 2010, estendeu-se ao longo de quarenta sábados, levando ao Teatro Nelson Rodrigues, do Conjunto Cultural da Caixa, mais de 250 espectadores por sessão. Se, por um lado, esse sucesso de público suplantou as previsões mais otimistas, por outro confirmou a nossa convicção de que a interpretação filosófica de obras de arte pode ir muito além dos muros da universidade, contribuindo para a formação de cidadãos que já não opõem reflexão e diversão, pensamento crítico e prazer estético.

Nesta segunda edição, optamos por manter a organização adotada na primeira: os 40 filmes foram divididos em dez módulos temáticos, que tangenciam questões pertinentes às principais disciplinas filosóficas: a ontologia, a epistemologia, a ética, a política e a estética. Cada encontro terá a duração aproximada de quatro horas, abrangendo a projeção integral de um filme; um breve intervalo para o café; a palestra de Alexandre Costa ou de Patrick Pessoa acerca das questões filosóficas e estéticas presentes em cada filme analisado; e, finalmente, um debate com o público, visando a problematizar, aprofundar e enriquecer a sua fruição.

A seleção dos filmes foi realizada no sentido de não repetir nenhuma das 40 obras exibidas na primeira edição e obedeceu a uma concepção da relação entre arte e filosofia bastante específica. Escolhemos apenas clássicos da história do cinema porque, embora eles possam servir de ponto de partida para o esclarecimento de certos temas filosóficos, sua riqueza vai sempre muito além de qualquer enquadramento temático. Assim, de forma alguma trataremos o cinema como um meio, um veículo destinado à mera ilustração de idéias e conceitos filosóficos, mas como uma linguagem artística autônoma. Se a mediação da filosofia pode intensificar a experiência estética de obras cinematográficas, a mediação do cinema lembra-nos, por sua vez, que a disposição afetiva e originária do filósofo não é tanto a de saber, mas a de curtir o sabor do que não se deixa compreender definitivamente – e que por isso jamais perde o seu encanto.

Esperamos que, nesta nossa segunda odisséia cinefilosófica, seja novamente possível experimentar de que modo a (sétima) arte restitui à filosofia aquela vocação para o espanto que está na origem de sua história.


Alexandre Costa e Patrick Pessoa | curadores

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